Transplante Hepático no Adulto

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O transplante hepático constitui-se em terapêutica exequível e de real benefício para o paciente hepatopata nos dias atuais, com índice médio de sobrevida de 70% em 5 anos. Fato ainda mais marcante se nos lembrarmos que a maior parte destes pacientes já teria ido a óbito nesse período de tempo em decorrência de sua doença de base. Por outro lado, também é importante que se ressalte a qualidade de vida desses pacientes, com mais de 85% deles em vida ativa em tempo integral. Em nosso meio, vários serviços já estão preparados para a execução do transplante com suas variantes técnicas, com resultados semelhantes aos observados no exterior. Técnicas como a redução (redução volumétrica do enxerto para adequá-lo ao tamanho do receptor), split (divisão do enxerto em duas partes, geralmente uma para cri­ança outro para um adulto) e o transplante com doador vivo familiar, na verda­de são técnicas destinadas a suprir a crônica deficiência de órgãos.

Fonte: Manual de Diagnóstico e Tratamento das Doenças Hepáticas – no paciente adulto e pediátrico, síntese do texto do Dr. Edison R. Parise e Dr. Mário Kondo