Transplante hepático tem como objetivos prolongar a vida e melhorar a qualidade de vida do paciente. Está indicado genericamente na doença hepática progressiva, irreversível e quando não há nenhuma outra forma de terapia. As indicações têm aumentado com a melhora dos resultados e com o aperfeiçoamento da técnica cirúrgica e, as contra-indicações ficaram mais restritas O momento ideal da cirurgia depende da história natural da doença hepática, da disponibilidade de órgãos e da evolução esperada após o procedimento. São sinais de deterioração da função hepática a ictericia progressiva, o desenvolvimento de ascite, hipoalbuminemia e hiponatremia persistentes, o distúrbio acentuado do desenvolvimento, a desnutrição, a encefalopatia e episódios de infecção recorrentes. São também indicações de transplante o prurido incapacitante, as osteodistrofias de difícil controle, hemorragia digestiva não controlada pela esclerose endoscópica e o desenvolvimento de hipoxemia.
Crianças pequenas, principalmente os menores de um ano de idade, apresentam maior mortalidade na lista de espera e após o transplante. As dificuldades técnicas e o pequeno número de doadores afetam a sobrevida destas crianças. O desenvolvimento de novas técnicas cirúrgicas, tais como o fígado reduzido, o fígado compartilhado (“split liver”), e o transplante inter vivos, têm contribuído para maior sobrevida desses pequenos pacientes.
Fonte: Manual de Diagnóstico e Tratamento das Doenças Hepáticas – no paciente adulto e pediátrico, síntese do texto da Dra. Irene K. Miura e Dra. Gilda Porta
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