Síndrome Hepatopulmonar

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O termo síndrome hepatopulmonar (SHP) foi utilizado pela primeira vez por Kennedy e Knudson em 1977 e referia-se à presença de hipoxemia arterial potencialmente reversível associada à cirrose hepática; daí o termo SHP em analogia à síndrome hepatorenal. Recentemente, Rodriguez-Roisin e Krowka definiram a SHP como uma tríade clínica composta por 1) doença hepática; 2) alteração da troca gasosa pulmonar; 3) dilatação vascular pulmonar. A coexis­tência de anormalidades pulmonares, tais como derrame pleural ou obstrução ao fluxo expiratório, comuns em pacientes com doenças hepáticas, não exclui o diagnóstico de SHP.

A hipoxemia aparece principalmente na cirrose hepática de diversas etiologias, podendo se desenvolver também em doenças não cirróticas, tais como esquistossomose, fibrose hepática congênita e hipertensão portal não cirrótica. É descrita após anastomoses porto-cava e espleno- renal, em hepatite fulminante e em rejeição pós-transplante hepático.

Fonte: Manual de Diagnóstico e Tratamento das Doenças Hepáticas – no paciente adulto e pediátrico, síntese do texto da Dra. Irene Kazue Miura