Hepatopatia Esquistossomótica

PDFImprimirE-mail

Lesões hepáticas, (granulomas periovulares) podem ser observados em 100% dos casos de esquistossomose mansônica, independente da forma clinica Entretanto, o termo Hepatopatia Esquistossomótica, obje­to deste capítulo deve ser reservado para o envolvimento hepático na chama­da forma hepatoesplênica (EHE), cujo substrato patológico é a fibrose de Symmers que envolve particularmente os tratos portais deixando, porem intacta  estrutura lobular, unidade funcional do Fígado. Esta forma grave representa apenas 5 a 7% da população geral infectada pelo S. Mansoni.

 

Classificação clínica da Esquistossomose

Forma

Sintomas Principais

Assintomática

“Portador São”

Intestinal

Diarréia Periódica

Hepatointestinal

Diarréia periódica + discreta fibrose hepática

Hepatoesplênica

Hepatomegalia esquerda, esplenomegalia hipertensão portal.

Cardio-pulmonar

Aspectos da forma Hepato-Esplênica +

“Hipertensiva”

Hipertensão pulmonar

“Cianótica”

Cianose

Ectópica

Granulomas em tecidos fora do sistema portal (ex: sistema nervoso central)

Pseudo Neoplásica

Massas localizadas em vários tecidos causada por acúmulo de ovos e acentuada fibrogênese.

Glomerulonefrite

Doença mediada por deposição de imunecomplexos de antígenos esquistossomóticos + anticorpos.

Esquistossomose aguda

Doença febril sistêmica, cerca de 45 dias após primeira exposição acompanhada de acentuada eosinofilia resultante de reação de hipersen sibilidade a antígenos liberados dos ovos depositados nos tecidos

 

Fonte: Manual de Diagnóstico e Tratamento das Doenças Hepáticas – no paciente adulto e pediátrico, síntese do texto do Dr. Victorino Spinelli T. Barreto e Dra. Ana Lucia Coutinho Domingues