Hepatocarcinoma

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O carcinoma hepatocelular (CHC) é o tumor primário do fígado mais freqüentemente observado e se constitui em um dos tumores ma­lignos mais comuns no mundo. A OMS aponta o hepatocarcinoma como sendo a 2ª causa de óbito por câncer na espécie humana pela sua alta incidência no Oriente, em áreas do continente africano e do Pacífico oeste. No Brasil, a incidência de hepatocarcinoma é baixa, sendo mais alta em alguns estados como Espírito Santo e Bahia. Em São Paulo o hepatocarcinoma é o 5º em freqüência entre os tumores do aparelho di­gestivo.

O CHC desenvolve-se, em geral, em fígado com doença hepática crônica, estando associado à cirrose hepática em mais de 80% dos ca­sos, especialmente nos portadores de hepatopatia viral. Descreve-se uma forte associação entre a prevalência dos vírus B e C da hepatite e a inci­dência de hepatocarcinoma. Além disso, a elevada incidência de antígeno de superfície do vírus B e cirrose em doentes com hepatocarcinoma e a integração do DNA do vírus B ao DNA do hepatócito nos doentes com hepatocarcinoma são evidências favoráveis à participação do vírus B na etiologia do hepatocarcinoma. O vírus C da hepatite, parece funcionar como um promotor de oncogenes. Portadores de vírus B e vírus C da hepatite, mesmo sem cirrose, também são considerados grupos de ris­co. Outro possível fator causal, seria a cirrose de etiologia alcoólica. Outras causas de cirrose hepática como a hemocromatose e a doença de Wilson, entre outras, também são consideradas doenças de risco para hepatocarcinoma. Portanto, os pacientes com cirrose hepática constitu­em uma população de risco, com uma probabilidade de desenvolver CHC em 5 anos em torno de 20%.

A exposição a aflatoxina, micotoxina derivada da contaminação de cereais pelo fungo Aspergillus flavus também é considerada um fator de risco para o CHC.

 

Fonte: Manual de Diagnóstico e Tratamento das Doenças Hepáticas – no paciente adulto e pediátrico, síntese do texto do Dr. Flair Carrilho