A esteatose hepática (EH) é definida como um acúmulo de lipídios no citoplasma de hepatócitos, sobretudo de triglicérides, excedendo 5% do peso do fígado. Geralmente é detectada por acaso em avaliações médicas de rotina pelo achado de hepatomegalia e/ou níveis elevados de enzimas séricas, ou em ultra-sonografias de abdômen superior.
Embora possa decorrer de uma ampla variedade de doenças, toxinas e drogas, a esteatose hepática é mais frequentemente associada à ingestão excessiva de álcool (EH alcoólica), diabetes mellitus não insulinodependente (DMNID) e obesidade. Pode ser secundária também a hiperlipidemias, by-pass cirúrgico jejuno-ileal para tratamento de obesidade, nutrição parenteral prolongada, desnutrição severa, hepatite por vírus C e uso de drogas como amiodarona, maleato de per-hexilene, corticosteróides e estrógenos sintéticos. No entanto, em cerca de 40% dos casos não se consegue definir sua causa, sendo então rotulada como criptogênica. Ao achado de EH em indivíduos não alcoolistas, denominamos EH não alcoólica.
Fonte: Manual de Diagnóstico e Tratamento das Doenças Hepáticas – no paciente adulto e pediátrico, síntese do texto da Dra. Helma P. Cotrim e Dra. Virginia N. Santos
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