A encefalopatia hepática (EH) é uma síndrome neuropsíquica multisistêmica, secundária à insuficiência hepática aguda ou crônica, cuja complicação maior é o coma. A maioria das EHs ocorre em cirróticos, cujo quadro clínico está na dependência do grau de necrose hepática, dos fatores precipitantes; das alterações metabólicas conseqüentes e do tempo decorrido entre seu início e o diagnóstico.
Ao exame físico procure avaliar o status mental, o que compreende a observação da memória, orientação, afeto, percepção, linguagem, discernimento e cognição. O estado de consciência se altera de diferentes maneiras, podendo ser notados a inversão do ritmo sono-vigília, confusão, desorientação, sonolência, letargia, perda da consciência com resposta a estímulos externos e, finalmente, coma profundo.
Na fase précomatosa geralmente observa-se mudança súbita da personalidade com predomínio das manifestações extra-piramidais; observam-se hipertonia e hiperreflexia com sinal do extensor plantar e o sinal mais característico que é o tremor de extremidades ou flapping.
Na fase mais avançada da encefalopatia o diâmetro pupilar está reduzido, há uma maior resistência ao movimento passivo, com aumento do tônus cervical, podendo ser confundido com meningismo. No coma profundo, com o desaparecimento do flapping, é interessante procurar sentir o foetor hepaticus, como sinal auxiliar para o diagnóstico diferencial com outras causas de coma.
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Estágio I |
Defeitos psicométricos. Alteração do ritmo sono-vigília e do comportamento. Esboça flapping ou asterixis. |
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Estágio II |
Sonolência e desorientação com presença de flapping. |
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Estágio III |
Estupor ou coma, porem despertável, Asterixis evidente. |
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Estágio IV |
Coma profundo sem resposta a estímulo doloroso. Asterixis ausente. |
Fonte: Manual de Diagnóstico e Tratamento das Doenças Hepáticas – no paciente adulto e pediátrico, síntese do texto do Dr. Heitor Rosa
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