O transplante de fígado, indicado para o tratamento de hepatopatias graves, agudas ou crônicas ocasiona, por si só, múltiplas alterações da homeostase. No período pré-operatório os pacientes apresentam, devido à insuficiência hepática, distúrbios nutricionais, metabólicos, hemorrágicos e infecciosos, além de graves disfunções de outros órgãos e sistemas, com insuficiência renal, encefalopatia, distúrbios cardiovasculares e respiratórios. Neste cenário, ao qual se somam a realização de uma cirurgia de alta complexidade e a necessidade de imunossupressão, as intercorrências intra e pós-operatórias são freqüentes. Enquanto algumas são reflexo da exacerbação das alterações presentes no pré-operatório, outras estão diretamente relacionadas ao transplante. Entre as últimas encontram-se as disfunções do enxerto, as complicações técnicas, a rejeição e as infecções.
Fonte: Manual de Diagnóstico e Tratamento das Doenças Hepáticas – no paciente adulto e pediátrico, síntese do texto do Dr. Eduardo Carone, Dr. Paulo Chapchap e Dr. Vincenzo Pugliese
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