Vários trabalhos na literatura já se preocuparam em determinar a incidência de icterícia, clínica ou bioquímica, durante a gravidez, e os resultados foram bastante variáveis. Isto pode ser reflexo das diferentes prevalências das doenças nas diversas populações, tais como hepatites virais, que variam amplamente de acordo com a região estudada. Haemmerli, em uma grande revisão, encontrou a hepatite viral como a causa mais comum de icterícia na gravidez, contribuindo com 41% dos casos. A colestase própria da gravidez causou aproximadamente 20% dos casos e uma variedade de outras condições responderam pelos demais casos.
A icterícia não é a única forma de apresentação clínica da colestase da gravidez. Muitas vezes ela se manifesta apenas por prurido, cuja intensidade pode variar amplamente, de quadros brandos a incapacitantes.
Para uma interpretação adequada dos testes laboratoriais solicitados para esclarecer um quadro de colestase, é fundamental o conhecimento das alterações que a gravidez promove sobre as provas de função hepáticas.
Fonte: Manual de Diagnóstico e Tratamento das Doenças Hepáticas – no paciente adulto e pediátrico, síntese do texto da Dra. Renata de Mello Perez e Dr. Antonio Eduardo Silva
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