Cistoadenomas

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Os cistoadenomas biliares são raros, normalmente multiloculados. A maioria dessas lesões são encontradas no fígado, embora existam ca­sos descritos, de localização nas vias biliares extra-hepáticas. Importan­te notar, que não estão associados aos cistos das vias biliares e apre­sentam potencial de malignização (cistoadenocarcinoma). Seu pico de incidência ocorre na quinta década da vida, acometendo mais frequente­mente as mulheres. Muitos pacientes apresentam distensão e dores abdominais, observando-se também, massa palpável.

 

Os cistoadenomas podem comprimir as vias biliares, determinando cólicas, icterícia e colangite. Pode ainda, romper para o interior da cavidade abdominal ou retroperitôneo. Do ponto de vista histológico, são frequentemente mucinosos, apresentam áreas císticas e projeções papilares, algumas vêzes com septações e, ocasionalmente calcificações. A variante serosa destes tumores é bem mais rara. Devem ser removidos cirúrgicamente, na medida em que não se pode diferenciar com segurança, as lesões malignas das benignas, no pré-operatório. As ressecções hepáticas clás­sicas podem ser utilizadas, sendo que enucleações também são referi­das na literatura.

Fonte: Manual de Diagnóstico e Tratamento das Doenças Hepáticas – no paciente adulto e pediátrico, síntese do texto do Dr. Giovanni G. Cerri, Dra. Ana Suely C. Nascimento-Zan e Dr. Márcio M. Machado