Acumulo de líquido dentro da cavidade abdominal. Várias doenças, no figado e em outros órgãos, podem causar ascite. Ela pode estar associada a insuficiência renal, síndrome nefrótica, desnutrição protéica grave, tumores abdominais, doenças pancreáticas, insuficiência cardíaca, infecções intrabdominais, hipertensão portal (veias intra-abdominais engurgitadas e hipertensas), insuficiência hepática aguda grave e cirrose. A cirrose (das mais variadas causas) e a esquistossomose são as causas hepáticas (do figado) mais comuns. A ascite é um sinal de cirrose avançada e freqüentemente associa-se à presença de varizes (veias dilatadas e hipertensas) de esofago. A presença de volumes significativos de ascite pode ser suspeitada quando há aumento do volume abdominal e/ou ganho de peso. O tratamento básico da ascite consiste na redução da ingestão de sal e administração de drogas que melhoram a excreção de sal e água pelos rins (diuréticos). Em algumas circunstâncias, grandes volumes de liquido podem ser removidos através de punções abdominais (introdução de agulha através da parede abdominal, sob anestesia local). Em casos selecionados, pode-se indicar a colocação de próteses (tubos especiais) intra-hepáticas (TIPS - "transjugular intrahepatic portosystemic shunt") sob anestesia local, um procedimento semelhante à cineangiocoronariografia. O liquido ascítico pode se contaminar espontaneamente com bactérias e provocar uma infecção chamada peritonite bacteriana espontânea.
Fonte: Texto do Dr. Wagner Cordeiro Marujo.
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