É um tumor benigno raro, que acomete em geral mulheres (91%), na terceira e quarta décadas da vida. Seu desenvolvimento está relacionado ao uso de anticoncepcionais em cerca de 89% dos casos. O uso desse medicamento, além disso, predispõe ao aparecimento de complicações como necrose e até ruptura do tumor. Têm sido ainda referidos em mulheres menopausadas, submetidas à reposição hormonal. Podem, também, surgir espontâneamente ou associados a doenças metabólicas como glicogenose tipo I e diabetes mellitus Esses tumores são únicos (80%) ou múltiplos em geral, bem delimitados e encapsulados. Apresentam tamanhos variados, desde pequenos, até dimensões em torno de 30cm, sendo que cêrca de 50% das lesões removidas cirurgicamente apresentam tamanho superior a 10cm de diametro. Histologicamente são constituídos de hepatócitos com caracteristicas semelhantes aos normais e não apresentam ductos biliares. Têm parênquima homogêneo, podendo apresentar mudanças degenerativas em sua região central, com dilatação vascular, necrose, fibrose e hemorragia. É importante notar, que em 10% dessas lesões podem ser encontrados focos microscópicos de carcinoma hepatocelular.
Em geral os tumores benignos são assintomáticos, todavia, no adenoma hepatocelular, aproximadamente metade dos pacientes apresentam algum grau de dor abdominal que, em cerca de 10%, pode ser importante e levar ao choque, em decorrência de ruptura espontânea do tumor e hemorragia intraperitonial No exame físico, os achados mais freqüentes são representados por hepatomegalia ou massa palpável no andar superior do abdome.
Fonte: Manual de Diagnóstico e Tratamento das Doenças Hepáticas – no paciente adulto e pediátrico, síntese do texto do Dr. Giovanni G. Cerri, Dra. Ana Suely C. Nascimento-Zan e Dr. Márcio M. Machado.
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